“Você vive escrevendo pra mim, me chama de anjo, de girassol, diz que me ama e sim, eu sei, eu erro. Mas não vim com rótulos e como humano tenho falhas que, de tão absurdas, às vezes tenho vontade de me auto-flagelar. Desculpe-me, mas não sou perfeito, deixei isto à revelia do céu ensolarado e do mar que por ser belo me faz chorar. Porém eu não; eu sou fútil, desligado, torto, e não amo direito, pelo menos não demonstro isso. Gostaria, muito, mas sei lá, não sai, não vai; mas lhe juro, te amo desse meu jeito esquisito, assombreado, triste. Sou triste e espero que um dia tu possas enxergar isso, o amor só é amor se for triste e te amo sim, não sei até onde, até quando, e porquê; mas amo e que de amar minh’alma perdure e dure o próximo arco-íris de verão.”
— Igor Pires, Para alguém.
“E o que era pra ter sido ‘para sempre’, terminou com um coração partido.”